About

Esta página foi criada por uma irremediável viciada em unhas, estética, roupa, acessórios, styling e afins a pensar em todas as pessoas que por algum motivo pensam que é preciso uma extrema aptidão e muito jeito de mãos para conseguirem resultados de profissional com material muito simples, imaginação e um pouquinho de paciência.

Toda a minha vida fui sempre atraída por coisas tipicamente de menina: sapatos de salto alto, maquilhagem, cabelos e penteados, vestidos, brilhos, cor-de-rosa, … e sempre explorei essa área. Sem qualquer pesquisa nem ninguém que me ensinasse, ainda andava na primária, e já fazia penteados complexos e maquilhagens artísticas apenas para me passear por casa, escada acima escada abaixo, com as saias compridas da mãe e a minha manta atada à cintura para ter uma grande cauda a arrastar pelos degraus. Deixava a minha professora da primária pelos cabelos quando tentava competir com ela em número de colares e a minha avó em pânico quando calçava os sapatos de 12cm da minha mãe e andava pelo campo a correr atrás dos gatos.

Talvez por ironia, ou não, fui escolher um curso só com homens. Aos olhos de muitos (e não estivesse eu numa engenharia que trata os assuntos mais recônditos do Universo) um E.T. tinha acabado de aterrar nas cadeiras do Técnico provocando os olhares mais incógnitos que alguma vez tinha sentido. “O QUE É AQUILO?!” Uma coisa com roupas estranhas e acessórios estranhos, calças com apliques brilhantes, maquilhagem, saltos altos,…“Mas que coisa é esta?” Unhas compridas com formato diferente, com coisas com relevo lá coladas e piercings? “Que raio, mas os piercings não são para furar no corpo?” Anéis gigantes e que mexem? “What?” Anéis que ocupam o dedo todo? “Que física extraordinária estará por detrás de tal objeto? Que equação definirá aquela coisa circular que se enrola de forma tão perfeita e ainda permite que o dedo dobre?”

Foram estes olhares e preconceived judgments que fizeram com que, na minha peculiaridade para aquele curso e normalidade para o mundo exterior àquela bolha, vincasse ainda mais o meu sentido estético, me dedicasse a essa vocação e ainda assim mostrasse que o aspeto e o fato de pensar para lá de circuitos eletrónicos, laboratórios de física experimental, programação, eletrodinâmica e afins não rotula ninguém, não faz de si intelectualmente inferior e não constitui uma incompatibilidade com o ser engenheira, e tudo o que isso implica.

Sim, gosto de fazer outras coisas, So What?

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